Como transportar animais de estimação no carro
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Dicas e cuidados
necessários para levar seus pets com você no próximo passeio.
Por trás da parceria e companheirismo entre o homem e o animal de
estimação no carro para um passeio curto pela cidade ou numa viagem
mais longa, move-se burocracias e leis pelo país. Por isso é preciso se
informar, entender pra quê tudo isso e no fim das contas, pôr em prática para
que a amizade com o animal não seja motivo de gastos com multas ou por motivo pior,
prejuízos irreparáveis de acidentes no trânsito.
Por outro lado,
existem certos cuidados que devem ser observados para que haja um conforto e
uma boa experiência de passeio num veículo para o animal de estimação. Se não
houver esse cuidado, a experiência trará desagrados não só ao animal, mas
principalmente ao motorista que terá de enfrentar as dificuldades de uma série
de imprevistos e frustrações tornando também para ele, uma péssima experiência
de passeio ou viagem de carro.
O que
as leis dizem sobre o assunto?
Segundo o Código de Trânsito Brasileiro, Art. 252 há uma infração média
se os braços estiverem repousando no lado de fora da janela. Só por causa
disso, perde-se 4 pontos na carteira e ganha-se uma multa de R$ 85,31. Tampouco
o bichano debruçado na janela apreciando a paisagem em movimento não é imune a
essa infração.
Também lemos no Art. 252 que transportar o animal no colo, entre os
braços ou à esquerda do motorista é uma infração considerada grave e então lá
se vão 5 pontos na carteira e o custo da multa salga R$127,69.
No caso de transportar pessoas, animais ou cargas nas partes externas do
seu veículo conforme definido no Art. 235, a infração é considerada grave se
não houver a devida autorização e perde-se 5 pontos na carteira e a multa também
é de R$ 127,69.
Mas todas essas
regras servem para proteger o motorista, passageiros e o animal, e proteger
também os demais participantes do trânsito
GTA: O
que é isso?
Há também uma burocracia com o transporte de animais que é regulamentada
pelo Ministério da Agricultura, chamada GTA - Guia de Transporte Animal, que
serve para evitar uma epidemiologia e garantir uma segurança na saúde dos
animais transportados e dos animais que já se encontram no lugar de destino.
Mas isso é apenas para animais silvestres e exóticos. Os animais domésticos
como cães e gatos e também aves, calopsitas, chinchilas ou coelhos não precisam
dessa guia emitida porque não são de interesse peculiar do Estado. Por isso
basta um atestado de trânsito gerado pelo médico veterinário certificando a
sanidade do animal e mantenha junto, a carteira de vacinação também.
Para tirar
quaisquer dúvidas sobre animais considerados domésticos, consulte o IBAMA que é
quem classifica a condição de silvestre ou doméstico dos animais.
Produtos
que auxiliam a segurança do Pet
Há uma série de produtos projetados para o animal ser transportado com
conforto e segurança no veículo possibilitando um bom passeio rápido ou uma boa
viagem longa.
O mais conhecido são as caixas com fendas para circulação do ar para o
bichano de pequeno porte, com alça facilitando o transporte, com cantos
arredondados que facilitam a limpeza e a base com material absorvente de urina
e fezes que impedem o vazamento no transporte.
Também para os de pequeno porte, há um produto que tem a forma de uma
cesta que fica preso com cintas no banco e o animal pode sentar ou deitar
tranquilamente e é impedido de sair do seu lugar de proteção por causa de um
cinto de segurança animal.
Para os grandalhões
tem também a opção do cinto de segurança animal projetados especialmente para
eles. O animal fica limitado de sair do seu lugar liberando mais atenção do
motorista na estrada. Vale lembrar que os passageiros da espécie humana também
devem usar o cinto de segurança no banco traseiro.
E já que
transportar pessoas, animais ou cargas fora do carro é infração grave, outra
opção ideal para os bichanos de grande porte é a divisória fixada por ventosas
delimitando o espaço e segurando o animal nas freadas bruscas.
Dicas
para uma boa viagem com o seu animal
Comece com um planejamento do roteiro escolhendo os dias de menor
tráfego na estrada, os horários mais frescos do dia e não tenha hora para
chegar ao destino final. Assim você tem tranquilidade para desfrutar cada pausa
necessária no caminho e as necessidades do seu pet são atendidas garantindo a
qualidade da viagem.
Ainda antes de partir, verifique com o veterinário se seu animal tem
idade para viagens, pois os animais filhotes e idosos têm seus limites. E faça
também um check-up na saúde dele.
Para o pet agitado,
exercitá-lo antes de entrar no carro é uma boa dica para fazê-lo relaxar e
descansar já no início da viagem. Dependendo do temperamento do animal e da
necessidade, você pode usar calmantes naturais que são comercializados em pet
shop. Antes adquira a orientação do médico veterinário do seu animal de
estimação.
Coloque uma identificação e
informações de contato na coleira do seu animal de estimação para que você seja
facilmente encontrado caso ele se perca.
Para evitar uma indigestão
e vômitos indesejáveis, é recomendado que os cães não comam por cerca de quatro
horas antes da viagem e não bebam água por uma hora antes de embarcar no carro.
Já os felinos devem se abster de alimento por cerca de duas horas antes do
passeio no veículo.
Nos passeios curtos de
carros, permita que seu bichano faça as necessidades fisiológicas antes de
partir e aproveite para que ele tenha a experiência e se acostume com os
movimentos e sons do automóvel preparando-o para futuras viagens distantes.
Nas viagens longas você
deve fazer uma pausa de hora em hora para que o animal possa se esticar,
caminhar um pouco e fazer suas necessidades fisiológicas. Use a coleira e a
guia dele para evitar qualquer transtorno. Se você sentir inseguro com a
incontinência do bichano durante o percurso, existe fralda veterinária que você
pode aplicar no animal.




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